20
02
2018

Elas roubam a cena no hip hop

Estilosas e com muita atitude! Assim são as mulheres que vêm ganhando a cena no hip hop nacional. Ao deixar de lado as roupas com uma pegada mais masculina, elas conquistaram o seu espaço e ganharam força para provocar discussões sobre os problemas que enfrentam na sociedade, como o preconceito, a violência e a igualdade de gênero. A feminilidade está na voz suave que embala as letras, que geralmente nos fazem refletir.

Na Garagem da Dança o movimento hip hop faz parte do nosso calendário. O estilo será o foco do Hip Hop Day 4. O evento, que acontece nos dias 24 e 25 de fevereiro, irá compreender aulas práticas de dança e grafite com diversos profissionais. Professora da Garagem, Julia Steiner iniciou sua participação nas danças urbanas ainda em 2007, em um grupo de hip hop formado somente por mulheres. “Naquela época não era comum. As pessoas ficavam surpresas por sermos só meninas dançando hip hop, a sociedade rotulava o estilo como um universo somente masculino”, explica.

Já a professora Vivian Shimizu, que atua na Garagem da Dança com sapateado e danças urbanas, acredita que as mulheres vêm conquistando o seu espaço na modalidade, que cresceu muito de uns três anos para cá. “Hoje, cerca de 30% dos nossos alunos praticam dança de rua. Isso significa uma quebra de preconceito bem grande, até das famílias, visto que grande parte dos dançarinos são crianças”, comenta.

A arte de rimar os problemas enfrentados pelas mulheres é algo que engrandece quem canta e quem escuta, é uma forma de empoderamento. “É preciso continuar aperfeiçoando as técnicas para que em um dia, talvez não muito distante, nós tenhamos o mesmo reconhecimento que é direcionado aos homens”, acrescenta Vivian.

A inclusão das mulheres no hip hop ainda está em processo. “O nosso país é muito querido no meio da dança e vem respeitando a participação das mulheres e dos gays. A maioria ainda é de homens, mas elas estão conquistando o seu lugar. E eu fico feliz de poder viver essa mudança no contexto da dança”, finaliza Julia.

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author: Comunicação