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2018

Marina Coura: amor e dedicação à dança

Foto: Cristiano Prim

O sapateado mudou a vida da diretora da Garagem da Dança, Marina Coura. Formada em hotelaria, ela vive a dança desde os 7 anos de idade. Mas foi só depois de uma passagem por Nova York, onde atuou em grandes companhias e ao lado de top dançarinos, que Marina desembarcou em Floripa e deu início ao sonho de seguir com a dança. A partir daí, ao lado de Bia Mattar, iniciou o trabalho de pesquisa e desenvolvimento da arte junto à educação e deu continuidade ao trabalho diferenciado que a Garagem da Dança havia começado em 2008. Neste post, você vai saber mais sobre a Marina, a diretora que está à frente da Garagem.

A opção pelo sapateado ocorreu ainda quando era criança, aos seis para sete anos de idade. A desenvoltura corporal a ajudou sempre. Sua mãe a levou para uma aula de ballet e logo depois havia uma de sapateado. Marina optou pelo tap e se apaixonou, aí nunca mais parou. Ela começou a dar aulas ainda adolescente, aos 14 anos. Com a insegurança de viver a vida de artista, Marina tinha outros trabalhos, por isso, se formou em hotelaria.

Após alguns anos dedicados à hotelaria e eventos, ela decidiu embarcar no sonho de viver da arte que ama e conhecer onde o sapateado surgiu. Quando morou Nova York, por um ano, sempre marcou presença em festivais e eventos de dança para se aperfeiçoar e, quando voltou ao Brasil, decidiu disseminar a arte de raiz norte-americana dentro da cultura e música brasileiras. Quando Bia Mattar a convidou para trabalharem juntas, Marina não hesitou. A ideia era difundir a cultura do sapateado pela região e estimular a arte por aqui. Deu muito certo e hoje já são 10 anos de Garagem da Dança.

A escola

Ela sempre teve vontade de criar um espaço de dança com o foco em educar. “A dança pode ser usada para plantar a sementinha dos valores, do respeito com o outro, do trabalho em equipe, do comprometimento e responsabilidade. Nossa missão é usar o ensino da dança como pilar de formação de seres humanos confiantes, altamente capazes e engajados no processo de transformar a sociedade”.

Hoje, são mais de 200 alunos na Garagem, especializada em aulas de sapateado americano, mas que também oferece modalidades como o street dance, house dance, jazz, ballet clássico e dança de salão. Muitos alunos cresceram dentro da escola, começaram pequenininhos e hoje são adolescentes, consideram a Garagem como sua segunda casa.

O sapateado se consolidou por aqui na primeira edição do Floripa Tap, em 2011. É o mais importante evento do calendário anual da Garagem da Dança. O espetáculo traz profissionais de diversos lugares do país e do mundo para a cidade para se apresentarem em uma programação mais do que especial. O projeto de Marina foi parar no Rio de Janeiro durante as Olimpíadas. Ela lembra como foi incrível levar o Floripa Tap para a cidade maravilhosa, estimulando a cultura em torno do sapateado.

Foto: Cristiano Prim

Para o futuro…

Marina Coura chegou até aqui inspirada pelos seus sonhos. “E quem inspira meu sonhos são as vivências que tenho e as pessoas que conheço”. No foco profissional, ela cita uma das melhores dançarinas do mundo, Dormeshia Sumbry Edwards, dos Estados Unidos, e Derick Grant, sapateador norte-americano que considera o melhor que já se viu, indiscutivelmente. “Eles passam a verdade na arte deles e isso me toca muito e me move para seguir em frente”, diz.

Para a coreógrafa, o Brasil está desenvolvendo um sapateado diferente. “Aqui, nós sapateamos com a nossa cara. Temos ginga, suingue e dá pra misturar outros estilos como o samba e o maracatu, por exemplo”. Com 36 anos de idade, Marina revela que a dança lhe abriu um mundo de possibilidades, onde se percebe, se conhece e se aperfeiçoa como ser humano. “O amor à dança me inspira e me faz construir caminhos que muitas vezes não existiam. Ter e dirigir uma escola de dança é poder realizar o sonho de transmitir esta inspiração e estes valores da vida para muitas outras pessoas, crianças e adultos!”, finaliza.

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author: Comunicação